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Setor de moda se reinventa na pandemia e aposta na tecnologia para crescer

Há alguns anos, o setor da moda tem se reinventado para atender os novos perfis e hábitos de consumo dos clientes da melhor forma. No entanto, foi durante a pandemia que o segmento se viu obrigado a mudar e automatizar seus processos.

No decorrer da crise, pudemos observar que muitos lojistas, mesmo estáveis no mercado, aderiram à soluções tecnológicas para continuar vendendo, como cupons (Riachuelo e outras lojas de departamento), aplicativos de mensagens e redes sociais.

Da mesma forma, os efeitos dessa adesão puderam ser notados. De acordo com um levantamento feito pela plataforma de gestão de frete do Grupo Locaweb, a moda foi o segmento que mais cresceu no e-commerce brasileiro neste período. 

Moda foi o segmento que mais cresceu em 2020 

O estudo analisou mais de 9 milhões de encomendas enviadas ano passado e quase 1,9 milhão de produtos do setor da moda foram comercializados, o que corresponde a mais de 20%. 

Já o número de vendas saltou de cerca de 50 mil em abril de 2020 para 100 mil em maio do mesmo ano.

Esses dados mostram a força do setor da moda mesmo diante de um cenário desfavorável e de incertezas, e a capacidade de se reinventar, procurando novos caminhos e estratégias em momentos que requerem essas características.

Isso abrange a aplicação de soluções tecnológicas, como a participação de especialistas do setor em lives para discutir tendências, e o desenvolvimento de novos produtos, sempre visando se aproximar do público-alvo.

Setor de moda na pandemia

Conforme mencionamos acima, embora o setor já viesse apresentando constante evolução nos anos anteriores, o e-commerce brasileiro viu um aumento muito significativo durante a pandemia, especialmente por conta dos cuidados de isolamento social.

Ao longo de 2020, milhões de novos consumidores se renderam ao comércio eletrônico, assim como muitos empreendedores apostaram no ambiente online para alcançar um público ainda maior. 

E, mesmo com a flexibilização das restrições, tudo leva a crer que clientes e lojistas seguirão com o hábito de comprar e vender produtos no ambiente virtual.

Frete mais baixo também favorece o e-commerce

Além da maior demanda, muitos lojistas têm mais uma questão para comemorar: o envio de encomendas ficou, em média, cerca de 10% mais barato. 

A redução do frete no período pandêmico também ajudou bastante a alavancar as vendas do setor da moda. A média teve queda de R$ 30,11 para R$ 27,23.

Considerando que o valor das entregas é um dos grandes “vilões” do comércio eletrônico, o frete mais barato pode ser mais um bom trunfo para os lojistas aumentarem as vendas.

Uso da tecnologia no setor da moda

A pandemia impulsionou o uso da tecnologia no setor. Foi possível notar a utilização de aplicativos de mensagens para divulgar os produtos e a criação de promoções personalizadas de acordo com as necessidades de cada consumidor.

Confira algumas formas de uso da tecnologia no setor da moda:

  • Envio de catálogos de produtos no ambiente virtual;
  • Delivery de roupas;
  • Cadastro automático de itens comercializados;
  • Migração para o ambiente online visando alcançar um número maior de pessoas;
  • Elaboração de ações estratégicas para comercializar os produtos em estoque.

Todas essas mudanças que aconteceram no universo da moda já seriam implementadas pelos empreendedores, porém a crise sanitária acelerou o processo de transformação digital e, com isso, as marcas ganharam vantagem competitiva no mercado de atuação.

Certamente, tudo isso só foi possível pela existência no mercado de startups e inovações focadas no setor varejista, que ajudaram bastante os empreendedores nesse processo de reprodução do ambiente físico no espaço virtual ao oferecer serviços de consultoria, treinamento e todo o suporte necessário.

Texto: Gustavo Marques

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