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Mais de 489 mil pessoas ficam desempregadas em 2021

Por conta de diversos fatores que vão muito além da esfera econômica, o desemprego no Brasil em 2021 cresceu desordenadamente. Seja por absenteísmo, falta de vagas ou despreparo da população economicamente ativa, o país enfrentou um ano difícil quando o assunto é desemprego e novas oportunidades no mercado de trabalho.

 

De acordo com o IBGE, o desemprego se refere aqueles que têm idade para trabalhar – acima de 14 anos – que não estão trabalhando mas estão disponíveis e tentam encontrar um trabalho. 

Assim, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) divulgada pelo próprio instituto, mais de 489 mil brasileiros ficaram desempregados até então.

O número se soma aos 14,761 milhões de trabalhadores desocupados, marcando o trimestre que durou de fevereiro a abril de 2021 como sendo o recorde desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. 

Se compararmos com o trimestre anterior (novembro a janeiro), é possível notar um aumento de 3,4% no número de desempregados. Entenda abaixo algumas das razões para isso acontecer e saiba como está a taxa atualmente.

 

Alta taxa esperada

De acordo com especialistas, a alta taxa de desemprego já era esperada, visto que um dos fatores que aumentou tanto esse número foi a forma como o governo brasileiro lidou com a pandemia causada pelo novo Coronavírus. 

As ações que culminaram no fim das medidas para atenuar a crise provocada pela pandemia elevaram ainda mais o número de desempregados no país. 

Ainda segundo estudiosos, as empresas não teriam como manter seus elevados quadros funcionais para 2021. 

Assim, diante da pequena mobilidade para manter o equilíbrio das contas comparada à manutenção de carga fiscal e aumento dos custos provocados pelo desabastecimento, as companhias se viram forçadas a tomar medidas de contenção, que incluíram o corte de pessoal.

Desde o mês de abril de 2020, 3,3 milhões de brasileiros perderam seus empregos (Pnad/IBGE). O total de trabalhadores sem emprego no trimestre de fevereiro até abril se manteve em 48,5%, indicando que menos da metade da população apta ao trabalho possui emprego no país. 

 

Crescimento do trabalho informal 

Diante do aumento do número de brasileiros desempregados, o setor de trabalho informal também sofreu um crescimento expressivo nos últimos meses. Entre as categorias profissionais, essa foi a que mais cresceu no trimestre passado. 

Mais de 537 mil trabalhadores passaram a exercer uma função por conta própria. O total atual é de 24 milhões de brasileiros incluídos nesse setor. Segundo especialistas, o aumento de trabalhadores por conta própria foi maior que o de trabalhadores com carteira assinada.

Em comparação, o total de pessoas que trabalham com carteira assinada se manteve e até diminuiu no decorrer de 2021. 

O crescimento do número de brasileiros no setor informal pode ser explicado pela aceleração do desemprego. 

Nesse cenário, o assalariado que possui baixa empregabilidade fica sujeito e se vê disposto a buscar trabalho em atividades de subemprego ou liberais, criando uma enorme desigualdade nas estatísticas, conforme vimos acima. 

 

Oferta X Demanda 

Atualmente, a retomada da busca por trabalho por quem estava isolado por conta da pandemia causada pelo Covid-19 é vista como um dos principais motivos de aumento do índice de desemprego. 

O mercado vem, lentamente, oferecendo mais vagas, entretanto, esse crescimento não acompanha o número da população buscando emprego. 

A demanda maior que a oferta no cenário atual também acaba motivando o crescimento do setor informal. Diante da maior circulação de pessoas e maior geração de renda, a demanda pelos serviços informais é aquecida

Por conta de todos esses fatores citados acima, o Brasil ultrapassou a marca de 489 mil novos desempregados somente no ano de 2021. 

Certamente ninguém contava com a chegada de uma pandemia que causaria tanto impacto como vem sendo a do coronavírus, entretanto, especialistas apontam que o cenário econômico do país já não era favorável há algum tempo. 

Inevitavelmente o Brasil teria que passar por esse momento de desemprego exacerbado, entretanto, tudo foi multiplicado por conta dos efeitos devastadores que o Covid-19 deixou por aqui e pelo mundo inteiro. 

Apesar do cenário crítico, o último semestre de 2021 trouxe um ligeiro aumento do número de pessoas empregadas. 

No terceiro trimestre deste ano houve um processo significativo de crescimento da ocupação de vagas empregatícias, permitindo a redução da população desocupada. Dessa forma, a taxa de desemprego recuou para 12,6

Apesar da queda, o número de desempregados no país ainda é de 13,5 milhões, de acordo com os dados coletados entre julho e setembro pelo IBGE. 

 

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