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Desafios da mobilidade urbana no Brasil

Deslocar-se para trabalhar, estudar ou visitar um amigo ou parente na cidade tem se tornado mais difícil nos últimos anos. São mais carros nas ruas, deixando o trânsito mais lento e a mobilidade mais demorada, além de tornar a vida de qualquer um mais estressante.

Solucionar as questões de mobilidade urbana no Brasil precisa se tornar uma prioridade para os próximos anos, pensando em soluções a curto, médio e longo prazo. Entender quais são os principais desafios e possíveis soluções é o primeiro passo para criar um ambiente urbano mais agradável e sustentável para todos.

Cidades superpopulosas

Uma das questões que dificulta a mobilidade urbana no país é o crescimento das cidades, principalmente capitais e regiões metropolitanas. Com uma população superior a 200 milhões de brasileiros, segundo estimativas do IBGE, até mesmo cidades menores passaram por um boom populacional na última década.

Com uma população maior, o fluxo de pessoas na malha viária também é intensificado, principalmente nos horários de pico. Isso é sinônimo de mais carros, que tornam o trânsito mais lento, além de mais pessoas disputando o uso de transporte público. Em outras palavras, ir para o trabalho ou voltar para a casa demora mais tempo.

Foco nos automóveis

Em muitas cidades do Brasil, historicamente, pensou-se no crescimento com base no uso de carros como o principal meio de locomoção para os moradores. A capital nacional, Brasília, fundada em 1960, é um exemplo dessa lógica: as principais vias da cidade foram feitas apenas para o uso de carros.

Com o aumento da população citada acima e, consequentemente, do número de carros próprios, acabou-se restringindo a diversidade de opções de transporte urbano. Alternativas como metrô e ônibus não foram devidamente exploradas e bem estruturadas, contribuindo para o aumento de automóveis nas ruas e mais engarrafamento nas cidades.

Infraestrutura despreparada

Na maioria das cidades, a infraestrutura urbana não foi capaz de acompanhar o crescimento populacional e as novas demandas de mobilidade. Sem essa necessária modernização, o resultado são ruas estreitas para os veículos atuais, passeios inadequados e ausência de espaço para a inclusão de ciclovias.

Para complicar esse cenário, a falta de investimento acaba travando as reformas necessárias. Isso porque mesmo em vias em que as adaptações são mais fáceis, ainda é necessário um alto investimento, além de tempo para realizar as mudanças. Devido a isso, outras questões acabam ganhando prioridade, com a mobilidade ficando de lado.

Falta de alternativas de transporte público

Nas grandes cidades, parte da população usufrui das linhas de metrôs e trens para se deslocar, o que alivia o trânsito. Porém, é necessário pensar também no deslocamento das cidades de pequeno e médio porte, que não têm essas opções e, por isso, a população prefere se deslocar com carros.

A frequência menor de ônibus, com intervalos maiores e sem conectar todas as partes da cidade também é outro fator que piora a mobilidade nesses locais.

Possíveis soluções

Não existe uma solução que resolverá esses problemas de maneira definitiva, mas com a execução de um conjunto de propostas, é possível melhorar esse cenário. Uma das principais formas é aprimorar o sistema de transporte público, modernizando ônibus e metrôs, oferecendo mais opções de transporte e oferecendo um preço de condução mais em conta, que convença as pessoas a utilizarem esses meios em detrimento do carro.

Adotar políticas que estimulem o uso de transportes alternativos também é essencial. O planejamento urbano deve incluir a adaptação das vias da cidade para comportarem ciclovias, oferecendo à população outra forma de se deslocar para o trabalho. Disponibilizar bicicletas e patins elétricos, como já vem ocorrendo nas grandes cidades nos últimos anos, é uma maneira de impulsionar essa adoção.

É interessante a criação de faixas exclusivas para o uso de ônibus, tornando a viagem mais rápida e atrativa para que mais pessoas optem por eles. Outra possibilidade é a criação do pedágio urbano, que consiste na cobrança de uma taxa para veículos particulares que circulam nas regiões centrais da cidade.

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