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De que maneira o sprinkler atua no combate a incêndios?

Em 1812, o inventor William Congreve, um britânico, desenvolveu um sistema de aspersão manual que utilizava tubos perfurados ao longo do teto. Esse foi o primeiro protótipo do que conhecemos hoje como sistema sprinkler.

Desde sua criação, o sistema passou por aperfeiçoamentos, mudanças e adequações, para chegar ao que é visto hoje em empresas, centros com grande fluxo de pessoas, residências e até órgãos públicos.

Sem necessidade de acionamento manual, o sprinkler garante combate ao fogo de modo focado, sem que haja desperdício de água ou disparo desnecessário. Entenda um pouco mais sobre o funcionamento.

Como acontece o acionamento e como a água é dispersada no ambiente

Os sprinklers possuem um bulbo de vidro sensível ao calor, que é quebrado após a temperatura do ambiente atingir determinado ponto (em geral, isso acontece aos 68ºC, podendo haver diferença na regulagem para mais em ambientes específicos).

E então, a água começa a cair. O detector de fumaça também pode acionar o sprinkler, uma vez que o sistema em conjunto seja escolhido.

Uma vez acionados, os sprinklers começam a despejar a água pressurizada na tubulação, chegando a cobrir uma área de 16m² em média, dependendo do modelo utilizado.

A pressão com que a água é expelida, é ideal para que as chamas não se propaguem e, ao mesmo, preserva as estruturas da edificação e não coloca em risco os objetos dispostos no ambiente.

Uma mangueira utilizada pelos bombeiros pode jorrar 900 litros por minuto, podendo causar danos aos objetos e construções.

Projeto para instalação de sprinklers: regras e normas que devem ser seguidas

Para instalação de sprinklers, o primeiro passo é encontrar um projetista com vasta experiência na área. Empresas especializadas, podem apontar profissionais capacitados para realizar o projeto necessário.

Esse especialista deve levar em consideração os riscos para a construção avaliada, além de desenvolver o projeto de acordo com a norma para instalação de sprinklers vigente.

Alguns locais ainda solicitam o cadastro do profissional junto ao Corpo de Bombeiros da região. Cada local possui regras específicas, por isso é preciso consultar sobre obrigatoriedade antes de contratar esse ou aquele profissional.

Com o projeto em mãos, a empresa que cuidará da instalação deve ser fiel ao papel. É importante que haja diálogo entre os técnicos e o projetista, para que tudo sai de acordo com o esperado.

Após a finalização da instalação, o profissional pode ser chamado para uma inspeção, a fim de certificar-se que a execução do projeto foi satisfatória.

Para que não haja surpresas, todos os sprinklers e materiais utilizados na instalação devem seguir as normas nacionais para o setor.

É preciso exigir o certificado dos órgãos nacionais como INMETRO ou Organismo Certificador de Produto (OCP), garantindo a conformidade do produto.

Conheça as vantagens do sistema sprinkler no combate aos incêndios

  • Sem disparo manual: é garantia de funcionamento em qualquer situação;
  • Disparos individuais: Acionados apenas na área com foco de incêndio, evitam danos;
  • Projeto sob medida: Cada local recebe um projeto específico, adequado ao seu uso;
  • Sistema preventivo: Uma vez instalado, requer cuidados de reparos para manutenção;
  • Chuveiro ou seco: Diferenças sistemas disponíveis; podem ser utilizados em qualquer ambiente.

Os sprinklers secos são opções para locais específicos

O sistema sprinkler seco funciona de modo um pouco diferente mas, apesar do nome, usa água para apagar o fogo. Sua principal diferença, está no modo em que água é armazenada. O “seco” diz respeito à tubulação.

A água, nesse caso, não está localizada ao longo dos canos, mas sim, em um reservatório que é acionado caso haja incêndio.

O tempo de “viagem” da água entre o acionamento e a passagem pelos canos, é em torno de 60 segundos.

O sistema é ideal para locais onde possa ocorrer o congelamento da água nos canos, como câmaras frias.

O sistema requer cuidados e planejamento idênticos ao sistema já explicado anteriormente, no entanto, as manutenções devem ser mais constantes.

Após o acionamento, é preciso verificar se não há água na tubulação pois, uma vez retida nos tubos, podem haver pontos de erosão.

Apenas o detector de fumaça não basta para combater incêndios

Não entenda que, adquirir um sistema de alarme e detector de fumaça, seja como instalar um sistema de sprinklers.

Com funções bem distintas, o detector de fumaça como instalar sozinho, não atua no combate ao incêndio de maneira automática, ele apenas avisa que há fogo no ambiente.

Caso os sprinklers estejam presentes e funcionem de maneira integrada, aí sim, haverá o combate ao fogo. O ideal é investir em ambas as opções para prevenir tragédias.

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